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( josegomide@artecult.com )
ANO |
Romance |
| 1997 | A Noive do Arco-Íris |
(Obs: Clique no título para visualização do soneto)
MÊS/ANO |
Sonetos |
| OUT/1955 | LAMENTO |
| NOV/1955 | MEDIOCRIDADE |
| DEZ/1955 | HOMEM DA NOITE |
| JAN/1958 | SEXTA MAIOR |
| NOV/1955 | POEMA EM PÉ DE VALSA |
| MAR/1986 | POEMA BISEXTO |
| DEZ/1996 | BEATRIZ (1o.ANIV) |
| DEZ/1997 | BEATRIZ (2o.ANIV) |
| DEZ/1998 | BEATRIZ (3o.ANIV) |
LAMENTO (Outubro de 1955)
| Bem vê a mágoa de me aflinge tanto! |
| Bem vê o mal que no meu peito impera! |
| Se grande é a dor que sempre dilacera |
| E o sofrer que me abafa o pranto... |
| Cismando eu vivo a suspirar enquanto |
| Você não vem e eu à sua espera... |
| O tempo passa e tudo se altera |
| Só eu não mudo, a sós, com este encanto |
| Enfim, não sei o que me prende à vida |
| Se a paixão na alma dolorida |
| Ou o anseio por a ver, amada! |
| Correndo busco, vou ao infinito |
| vejo-a no céu, no ar, mas sempre aflito |
| Abraço-a em vão, só encontrando o nada!!!! |
MEDIOCRIDADE (Novembro de 1955)
| Violência inútil, de gestos, vigor e força |
| Tênue esperança, a liberdade, uma utopia |
| Vê-la real, senti-la viva, ainda que torça |
| Todas as leis, pois ser liberto aspira um dia ! |
| Após tentar escape, não fraqueja a volta |
| A velha forma de arremesso. Tudo em vão !! |
| A peia é forte, sempre firme, já não soltas |
| E o enleia, mais e mais, nesta prisão. |
| Já em desvario, grita, freme e combate |
| A luta é desigual ! Cansado já o abates |
| A fúria sem trégua. E a calamidade. |
| Qual um manto cobre este Prometeu que chora |
| sentindo o fracasso, melhor sorte implora |
| E geme o mundo prenhe de mediocridade ! |
HOMEM DA NOITE (Dezembro de 1955)
| Sinistro homem, que a sós caminhas |
| Por curvas ruas de ancestrais sobrados |
| Se ontem amavas, também eras amado |
| Hoje, de mágua, triste então definhas |
| No céu a Lua, pálida e sozinha |
| Está ausente! Este ar parado |
| Enche-te de trevas e teu cruel fado |
| Faz a tua alma, pobre e mesquinha |
| Quem és? perguntam mas tu não respondes |
| Nas sombras todas sempre te escondes |
| Calado segues pela vida agora!... |
| És desilusão!! Sim eu te conheço |
| Teu porte altivo, nunca mais esqueço |
| Quando roubaste minha amada outrora... |
SEXTA MAIOR (Janeiro de 1958)
Poema publicado no Livro de Antologias da Academia Itaunense de Letras
| O sino está mudo |
| calado, tão triste! |
| o céu bem sombrio, |
| anuncia o drama... |
| O círio apagado ! |
| E a ausência da chama |
| é signo cruel |
| que agora persiste |
| rendido à morte ! |
| E, junto à coluna, |
| há flores caídas, |
| lançadas à Cruz |
| ao pé do altar... |
| Odores de ramos |
| flutuam no ar |
| são preces que sobem |
| amargas, sentidas, |
| do homem aos céus ! |
| Uma paz serena |
| por sobre o Universo, |
| conduz a tragédia |
| no roxo do manto... |
| E Cristo está morto |
| tão sério, tão santo, |
| causando ternura |
| e amando em excesso |
| o pobre mortal ! |
| O sino está mudo, |
| tão triste, calado ! |
| O céu bem sombrio |
| anuncia o drama... |
| E a gente vislumbra |
| na ausência da chama |
| o perdão suplicado, |
| co' a morte |
| de Deus ! |
POEMA EM PÉ DE VALSA (Novembro de 1955)
| Encontrei-a feliz |
| E eu estava triste ! |
| - Qual o segredo de sua felicidade ? |
| Perguntei |
| E ela sorrindo, olhou-me |
| E disse: |
| -Girando, cantando, eu sigo na vida |
| pra cá e pra lá, rodando, rodando, |
| e vejo a menina de tranças, sentida |
| cansada, cansada, cismando, cismando... |
| Mas sendo alegre não posso parar |
| E vou pelo mundo, dançando, girando |
| Se alguém me pergunta: Tú saber amar? |
| Eu digo que não e parto cantando |
| Encantado fiquei! |
| E eu estava triste! |
| - Sua alegria é contagiante |
| Exclamei! |
| E ela girando, voltou-se e disse: |
| -Pois vai pela vida, sem tédio, sem dor |
| Porque o seu mundo é triste e sombrio? |
| Não vê como canto alegre o amor |
| Dos dias de outrora, dos dias de estio? |
| Na fonte do tempo, só há harmonia |
| Pra todos que tem, do céu o prazer |
| De ser tão feliz, eufórico e um dia |
| Assim procedendo, verá renascer... |
| O que? Ansiei |
| Em saber e fi-la parar |
| Mas ao fitar seu rosto senti... |
| -Já sei!!!!! |
| E ela sorriu, dançando partiu |
| Deixando comigo |
| O grande segredo da grande alegria |
| Que agora eu trago e não quero perder |
| Pois já compreendo em que consistia |
| Consiste em querer, somente em querer |
| E vejo a menina de tranças sentida |
| Cansada, cansada, cismando, cismando |
| E agora eu sigo contente na vida |
| Pra cá e pra lá, rodando, rodando... |
POEMA BISEXTO (Março de 1986)
| Cantarolei |
| No canteiro ao lado |
| Se cantar faz bem |
| Cantarei um fado |
| Cantar, cantei |
| No canteiro ao lado |
| E por aí irei |
| Deitando e rolando |
| E no enfado de cantar, rolando |
| Eu rolarei no rolar cantando |
| E cantando irei, por aí plantando |
| E se plantar, plantei |
| No canteiro ao lado |
| Eu cantarei, plantando e rolando |
| E umas e outras, eu vou revelando ! |
BEATRIZ - Primeiro Aniversário (Dezembro de 1996)
| E vieram os anjos, alegres, alados |
| Anunciar o advento de "nossa" menina |
| E todos contentes, felizes, encantados |
| Pelo prêmio de posse de tão bela sina |
| Um ano se passa, o amor se estende |
| Por todo o clã de tão bela amada |
| Unidos, em júbilo, "Deo Gratia" se rende |
| Por todo este ano de graça alcançada |
| E voltam os anjos a saudarem em côro |
| A sua presença, conosco, tão linda |
| E a gente agradece o valioso tesouro: |
| - Seja feliz, BEATRIZ, bendita, bem vinda! |
BEATRIZ - Segundo Aniversário (Dezembro de 1997)
| E vês, Beatriz, que vai se revelando |
| O mundo e um tanto assustada, te sintas tão sós |
| Mas a ternura contida nos seus venerandos |
| Não te farás Dorothy, neste país de Oz |
| Porque eu penso, talvez com razão |
| Que tu ainda, não saiba o porquê |
| De passar o mundo e a atual noção |
| De que todos vivamos em função de você |
| Porque o mundo, vibrante, demente |
| Só tua geração traduz esperança |
| De uma terra nova e nova semente |
| De uma vida melhor para toda criança |
| Mas o tempo é rei e tu estrela-guia |
| Se frágil, fortaleza, se simples, nobreza |
| És nossa primeira, cada instante do dia |
| Pra sempre querida, para sempre princesa. |
BEATRIZ - Terceiro Aniversário (Dezembro de 1998)
| É fascinante, Beatriz, ver o tempo passando |
| Três anos se vão, num sopro divino |
| A família, a creche, seu mundo se ampliando |
| E tu traquinas, tranquila, se descobrindo |
| Da vida, em etapas, te chegam mil cores |
| E o clã deslumbrado, na grande espera |
| Que o mundo te ofereça imensos valores |
| Para ti que nasceste em plena primavera |
| Três anos de paz, de luz e alegria |
| Faz nos agradecer ao Céu todo este bem |
| que sempre tu sejas alegre, risonha, sadia, |
| enquanto os anjos confirmam, Amém! |
| HAY-KAY |
| Por enquanto |
| por encanto, |
| por um triz! |
| Beija-flor, BEATRIZ. |
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