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Os limites do universo da Língua Portuguesa
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FABIANA
BARROS
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Como não aglutinar e misturar
as línguas diante do enorme
espelho da globalização?
Questão difícil de responder
quando o maior entrave
à liberdade da língua
portuguesa é a tentativa
de cercear à sua expansão.
Desde os primórdios da
civilização brasileira,
o povo do Brasil convive
com a mixórdia entre as
línguas dos colonizadores
e dos colonizados.
O tempo passou, a antiga
colônia de clima tropical
se desenvolveu, se emancipou,
mas mesmo diante do crescimento
dos laços comerciais com
outros países, principalmente,
com os Estados Unidos
que exporta tecnologia
batizada com nomes de
origem americana, a língua
portuguesa vem herdando
e ganhando novos sinônimos
e vocábulos e nem por
isso perdeu a sua identidade.
Tem ainda quem se perca
quando se depara com os
estrangeirismos, mas não
duvidem, estamos no Brasil!
E com tantas misturas
de raças, culturas e religiões
não pode haver espaço,
nos corações dos brasileiros,
para o surgimento da xenofobia.
O que talvez não caiba
na concepção dos estudiosos
e grandes filólogos é
o exagero do uso de expressões
e palavras estrangeiras
no dia-a-dia da língua
portuguesa.
O fato de maior relevância
na discussão do direito,
ou não, da utilização
dos estrangeirismos é
a comunicação e a sobrevivência
da língua portuguesa diante
da queda das barreiras
e fronteiras comerciais.
O capitalismo é uma realidade
que importa e exporta,
diariamente, conceitos,
idéias e culturas, alargando
as divisas e as linhas
que separam e dividem
os países e continentes,
tornando, ou tentando
transformar, o mundo numa
mesma e grandiosa nação.
Deixando as metáforas
e utopias de lado, é inegável
a associação, o cruzamento
das raças e, conseqüentemente,
das línguas que as aproximam.
FABIANA
BARROS
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